Problemas Sexuais Femininos

Viagra para mulheres: Porque não existe?

Porque não há um equivalente do viagra para as mulheres? Devido ao sucesso da medicação para o tratamento da disfunção erétil, como sildenafil (Viagra), tadalafil (Cialis) e vardenafil (Levitra), as empresas farmacêuticas têm tentado desenvolver um medicamento equivalente para mulheres.

O Viagra até já foi experimentado como tratamento para a disfunção sexual em mulheres. No entanto, a Food and Drug Administration (FDA) não aprovou esse uso do Viagra. Na verdade não há nenhum tratamento aprovado pela FDA para tratar problemas de excitação sexual nas mulheres.

A resposta feminina sexual é complexa. A maioria das mulheres que sofrem de dificuldades relacionadas com excitação sexual podem não chegar ao verdadeiro problema – o qual muitas vezes é falta de apetite sexual. Há muitos fatores pode influenciar o desejo sexual feminino.

Por exemplo:

Muitas mulheres pensam que o stress do dia-a-dia esgota o seu desejo sexual.

Altos e baixos no desejo sexual podem coincidir com o início ou o fim de uma relação ou mudanças na sua vida, como a gravidez ou menopausa.

Para algumas mulheres os orgasmos podem ser esquivos – causando preocupações que conduzem à perda de interesse sexual.

O desejo está frequentemente, associado à intimidade da mulher com o seu parceiro, assim como às suas experiências passadas. Com o passar do tempo, problemas psicológicos podem contribuir para evidenciar problemas físicos e vive versa.

Algumas doenças crónicas, como diabetes ou esclerose múltipla, podem alterar o ciclo de resposta de uma mulher – causando alterações na excitação ou orgasmo.

Se está a experimentar alterações ou dificuldades com a função sexual, consulte o seu médico. Em alguns casos as hormonas, cremes, produtos para a estimulação do clitóris ou outros tratamentos podem ser úteis. No entanto, estes produtos não funcionam para todas as pessoas. O seu médico também poderá recomendar a visita a um terapeuta sexual.

Sexo depois de muitos anos de abstinência: É seguro retomar?

Sou uma mulher de 76 anos e não sou sexualmente ativa há vários anos. É tarde demais para retomar uma vida sexualmente ativa?

Pode retomar uma vida sexual ativa a qualquer momento, desde que esteja disposta a investir algum dinheiro e paciência.

Com a idade, a vagina e a abertura da vagina, normalmente, tornam-se mais pequenas e os lábios ficam mais finos – especialmente quando os níveis de estrogénio são baixos. Como resultado, pode levar mais tempo para que a vagina inche e lubrifique durante a excitação sexual. Todas estas alterações podem tornar o sexo doloroso.

Para fazer sexo mais confortável:

Comece com preliminares. Os preliminares ajudam a estimular uma lubrificação natural.

Garanta uma lubrificação adequada. Tente lubrificantes de compra, como Astroglide ou K-Y. Se ainda assim for doloroso, pergunte ao seu médico acerca de terapia vaginal de estrogénio – disponível como creme vaginal, comprimidos ou anel – ou outras opções de tratamento.

Tente várias posições. Após um longo período de abstinência, pode levar algum tempo para alargar a vagina para que acomode o pénis. Experimente posições novas para descobrir em qual se sente melhor.

Pergunte ao seu médico acerca de dilatadores vaginais. Um dilatador é um tubo de plástico que pode usar para alargar o tecido da vagina. O seu médico pode ajudá-la a escolher o tamanho correto. Também pode recomendar colocar o dilatador na sua vagina alguns minutos de cada vez, várias vezes por semana. Pode escolher o uso de um vibrador várias vezes por semana para o mesmo efeito.

Adicionalmente, mantenha em mente que precisa de praticar sexo seguro – especialmente com um parceiro novo. Não há idade limite para as doenças sexualmente transmissíveis. Use preservativo sempre que tiver relações, e discuta testar doenças sexualmente transmissíveis com o seu parceiro.

Finalmente, para relembrar, há mais sexo do que a relação sexual. Atividades como falar, tocar e beijar podem ajudar a promover a intimidade e levar à satisfação sexual.

Definição: Disfunção Sexual Feminina

Se tem persistentemente, problemas recorrentes com a resposta sexual ou desejo – e se estes problemas estão a fazer com que perca interesse ou sinta tensão na sua relação com o seu parceiro – o que está a experimentar é clinicamente conhecido por disfunção sexual feminina.

A disfunção sexual feminina não é invulgar – muitas mulheres experimentam problemas sexuais em algum ponto das suas vidas. A disfunção sexual feminina pode ser um problema para toda a vida, ou pode acontecer mais tarde, após um período de satisfação.

A disfunção sexual feminina tem muitas causas e sintomas possíveis. Felizmente, quase todas têm tratamento. Falar acerca das suas preocupações e compreender o seu corpo e a sua resposta normal à atividade sexual são passos importantes para atingir a satisfação sexual.

Sintomas

Pode desenvolver disfunção sexual em qualquer idade, mas os problemas sexuais acontecem com frequência quando as suas hormonas estão em fluxo – por exemplo, após o parto ou durante a menopausa. Problemas sexuais também podem ocorrer com doenças mais graves, como cancro ou doença cardiovascular.

O seu problema pode ser classificado como disfunção sexual feminina se experimentar um ou mais sintomas dos seguintes e se perdeu o interesse por:

O seu desejo de sexo é baixo ou inexistente.

Não consegue manter a excitação durante a atividade sexual, ou não consegue excitar-se mesmo que tenha desejo sexual.

Não consegue sentir um orgasmo.

Sente dor durante o ato sexual.

Quando ir ao médico

Se problemas sexuais estão a prejudicar a sua relação ou perturbando a sua paz de espírito, marque uma consulta com o seu médico para uma análise.

Causas

Existem vários fatores que podem contribuir para a insatisfação sexual ou disfunção. Estes fatores tendem a estar interligados.

Físicos

As condições físicas que podem causar ou contribuir para o problema sexual incluem artrite, dificuldades em urinar ou defecar, cirurgia pélvica, fadiga, dores de cabeça, outros problemas relacionados com a dor, e desordens neurológicas como a esclerose múltipla. Certos medicamentos, incluindo alguns antidepressivos, medicação para a tensão alta, anti-histamínicos e medicamentos de quimioterapia, podem baixar o seu desejo sexual e a capacidade de sentir orgasmos.

Hormonal

Baixos níveis de estrogénio depois da transição para a menopausa podem levar a alterações nos seus tecidos genitais e na sua resposta sexual. As pregas da pele que cobrem a sua região genital tornam-se mais finas, expondo mais o clitóris. Esta exposição acrescida pode reduzir a sensibilidade do clitóris, ou mais causar uma sensação pouco agradável de cócegas ou formigueiro.

Adicionalmente, o revestimento interno vaginal torna-se mais fino e menos elástico, particularmente se não for sexualmente ativa. Ao mesmo tempo, a vagina necessita de mais estimulação para relaxar e lubrificar antes da relação sexual. Estes fatores podem originar relações sexuais dolorosas, e pode levar mais tempo até sentir um orgasmo.

O nível de hormonas do seu corpo também mudar antes de dar à luz e durante a amamentação. Situações que podem levar à secura vaginal e quem podem afetar o seu desejo sexual.

Psicológicas e sociais. Depressão e ansiedade não tratadas podem causar ou contribuir para a disfunção sexual, assim como o stress prolongado. As preocupações da gravidez, ou a responsabilidade de ser mãe pela primeira vez podem ter efeitos semelhantes. Conflitos prolongados com o seu parceiro – sobre sexo ou outros aspetos da vossa relação – também podem diminuir o seu desejo sexual. Problemas culturais e religiosos, ou problemas com a imagem do seu corpo também podem o mesmo efeito.

Perturbações emocionais tanto podem ser a causa, como podem ser o resultado de uma disfunção sexual. Independentemente de como o ciclo começa, tem que tratar dos problemas de relacionamento, para que o tratamento seja efetivo.

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